Propaganda do livro: O Caçador De Maraguás

O Caçador viveu na floresta, isolado do mundo, desde quando era criança. Algo terrível e mal explicado aconteceu com sua família. Por muitos anos, ele viveu solitário e em perigo constante, tendo que correr e se arranjar para se proteger dos perigos da selva; mas, ele luta e consegue se defender. O tempo passa, ele cresce e se torna um caçador astuto e corajoso. Agora, ele é valente e está mais forte, capaz até de pegar uma onça brava pelas orelhas; agora, é ele quem põe os bichos ferozes pra correr.

O Caçador tem uma aparência assustadora; mas, isto é só na aparência; na realidade, ele é manso e calmo. Ele gosta de ver o céu azul e respirar o ar puro da floresta. Contudo, o destino ainda aplica outro duro golpe sobre sua vida. De repente, ele se vê obrigado a deixar a floresta para ir morar na cidade. É aí que o bicho vai pegar pro lado do Caçador. Ele fica completamente desorientado neste lugar; ele não sabe nada da cidade.

Lá, ele vai perceber a presença de alguns seres estranhos com aparências espectrais, meio apagados, meio sombra, que circulam pelas esquinas certas horas da noite. São os Maraguás, bichos típicos da cidade. Sorrateiros e habilidosos, é difícil caçá-los. Eles aparecem e desaparerem da mira do Caçador como um passe de mágica. O Caçador morde os beiços de raiva; isso tira-lhe a paciência. O Caçador não é nenhum sujeito inexperiente pra ser feito de besta. Ele cresceu na floresta, conhece as artimanhas de todos os bichos; mas, destes, não. O Caçador é incutido, ele não vai voltar pra casa de mãos abanando. Ele sabe que mais cedo ou mais tarde, ele vai acabar abatendo um Maraguá, nem que pra isso, ele tenha que…

Leia um pequeno trecho do livro

O Caçador saiu para comprar tecido especial.

[…] ele precisa fazer uma roupa que sirva muito bem para um propósito específico que é criar uma espécie de roupão de disfarce. Um que seja parecido com a roupa daquele animal que tem uma pelagem natural; uma pelagem própria, rica em textura, brilho e cor; uma roupa que seja bem adaptada e consiga propiciar, para aquele que a use, estar perto, bem perto daquele bicho outra vez. Assim, o Caçador terá a chance de acertá-lo bem no meio da fuça. Desta vez, ele não escapa! Sem sombra de dúvidas.

Será preciso pensar e planejar muito bem tudo isso antes de executar o projeto; assim, o caçador poderá desenvolver uma costura arrojada, adequada a esse contexto. Como será que vai ser? – Será um macacão com formas e formato bem definidos, todo fechado, de cima a baixo, seguindo linhas e contornos que marcam um estilo, dentro dos moldes propositados; visando um modelo onde se consiga caracterizar exatamente o desenho daquele bicho, representando-o de forma fiel; imitando seus traços para que isso remeta, de algum modo, a ideia de que ele possa ser lembrado; e, não cause nenhuma dúvida quanto a sua aparência; que ajude quanto à nova postura a ser adotada pelo caçador; porque se assim não for, ele poderá descoberto; aí, vai tudo por água abaixo.

Esta fantasia ou disfarce deverá ser criado da seguinte maneira: feito em peça única que abrange todas as partes do corpo, a cabeça, o tronco, a cintura e as patas; com as saídas das pontas das patas fechadas, com o preenchimento devido para as coxas e o arredondamento das nádegas […]…

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